terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CASA DA MOEDA DO BRASIL – PRODUÇÃO DE CÉDULAS PARA O MERCADO EXTERNO (QUADRO GERAL)

                                                                  © 2013 Marcio Rovere Sandoval


Fig.1 – Specimen da cédula de 20 Gourdes, do Haiti, impressa pela Casa da Moeda do Brasil em 2013 e que deverá ser emitida em breve pelo Banco da República do Haiti. Veja aqui a cédula impressa pela CMB.


                        Elaboramos um quadro geral da produção de cédulas da Casa da Moeda do Brasil para o mercado externo, desde os anos 80 até o ano de 2013. Os dados referentes à quantidade de cédulas produzidas não são todos oficiais, e nem mesmo definitivos (em relação às cédulas que ainda continuam sendo produzidas), foram baseados em noticias ou mesmo nos números de série. Para facilitar a identificação das cédulas, incluímos as respectivas imagens, algumas obtidas na internet. A catalogação foi feita com base no World Paper Money – Modern Issues, 17 th edition, 2012, que, no entanto, ainda não apresenta a catalogação para as cédulas mais novas. Este quadro complementa e atualiza a matéria “Casada Moeda do Brasil – Produção de Cédulas para o Mercado Externo”. Em relação às cédulas que não apresentam a marca e o logotipo da Casa da Moeda do Brasil, temos que, em alguns casos (cédulas do Equador, Zaire, Argentina e Haiti) nem todas as séries foram produzidas pela empresa. Neste caso, a identificação se faz pelo número de série.   

Anos 80

Bolívia - cheques de gerência

quantidade: 20.000.000
1984
quantidade: 25.000.000
1985
quantidade: 35.000.000
1985
quantidade: 35.000.000
1985
quantidade: 20.000.000
1985
quantidade: 10.000.000
1985
Cédulas reaproveitadas através de superimpressão
reaproveitada da P.188
1987
reaproveitada da P.189
1987
reaproveitada da P.192A
1987
Reaproveitada da P.192B
1987

Venezuela – cédulas

quantidade: 80.000.000
1984

Peru – cédulas

quantidade: 50.000.000
1984 (1985)
quantidade: 50.000.000
1985 (1986)
quantidade: 80.000.000
1986
quantidade: 50.000.000
1986
quantidade: 50.000.000
1987

Costa Rica – cédulas

quantidade: 15.000.000
1986 (1987-1988)
quantidade:?
1992

Equador – cédulas

quantidade: 150.000.000
1986
quantidade: 100.000.000
1988
quantidade: 100.000.000
1988

1993
Zaire – cédulas

quantidade: 112.999.993
1993

2011
Argentina

quantidade: 800.000.000
2011

Paraguai

quantidade: 20.000.000
2011
quantidade: 20.000.000
2011

2013
Haiti

quantidade: 47.408.000
(2001) 2013


Bibliografia:

GONÇALVES, Cleber Batista. Casa da Moeda do Brasil. 1989 Ano do Centenário da República. Rio de Janeiro: Casa da Moeda do Brasil, 2ª edição, 1989.

CUHAJ, Georg S. Standard Catalog of World Paper Money. Modern Issues 1961-Present. Iola: Krause Publications, 17 th edition, 2012. (Catálogo Pick – de Albert Pick, o primeiro editor deste catálogo).

Autor: Marcio R. Sandoval
E-mail: sterlingnumismatic@hotmail.com

© 2013 Marcio R. Sandoval 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

500 MIL-RÉIS - TESOURO NACIONAL 1896/97 - ALEGORIA DAS ARTES E DA CULTURA

                                                                                     © 2013 Marcio Rovere Sandoval


Fig. 1 – Alegoria das Artes e da Cultura elaborada pela American Bank Note Company (ABNCo.), c/1895, similar a que foi empregada na cédula de 500 Mil-Réis do Tesouro Nacional de 1896/97 (R154; P.83). (Clique para ampliar).


                        A alegoria das Artes e da Cultura[1] (Fig.1), representada acima, foi elaborada pela American Bank Note Company (ABNCo.), por volta de 1895. Ela foi utilizada na cédula brasileira de 500 Mil-Réis da 6ª estampa do Tesouro Nacional (R154; P.83), emitida em 1896/97.


Fig.2 – Specimen da cédula de 500 Mil-Réis da 6ª estampa (R154s), impressas pela ABNCo. e emitidas pelo Tesouro Nacional em 1896/97. Estas cédulas circularam até 1907. No reverso destas cédulas temos o quadro de Victor Meirelles, “A Batalha Naval do Riachuelo”.


                        A ABNCo. utilizou esta mesma Alegoria das Artes e da Cultura em outros trabalhos realizados pela empresa. Assim, encontramos, por exemplo, esta representação na cédula de 5 pesos do Banco de Ahuachapam de El Salvador (S123) e nas Ações da Childs Company, uma rede americana de restaurantes (c/1889-1961), vejamos:




Fig.3 – 5 pesos do Banco de Ahuachapam de El Salvador (S123s), cerca de 189x). No centro temos “Urânia”, a mesma alegoria da cédula brasileira.



Fig.4 – Ações da Childs Company (1956), uma rede de restaurantes americana (c/1889-1961). No centro temos a mesma alegoria constante na cédula brasileira de 500 Mil-Réis de 1896/97 e da cédula de 5 pesos do Banco de Ahuachapam de El Salvador (S123). (Clique para ampliar).



[1] Alguns a identificam como « Urânia» que na mitologia grega era a musa da astronomia e da astrologia. É geralmente representada com o globo terrestre, no qual mede posições com um compasso. 

Assuntos correlatos:


Autor: Marcio R. Sandoval
E-mail: sterlingnumismatic@hotmail.com

© 2013 Marcio R. Sandoval 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

BRASIL – FOTOS ANTIGAS – ANOS 50

                                                                                    © 2013 Marcio Rovere Sandoval


Estação da Luz em São Paulo. É bem provável que esta foto tenha sido tirada nos anos 20 ou 30, em consideração aos automóveis que nela aparecem. A Estação da Luz foi construída em 1901 pela São Paulo Railway Co., companhia com sede em Londres. Todo o material de construção foi importado da Inglaterra. Na legenda da foto[1] temos: “A bela Estação da Luz serve São Paulo. São Paulo é a terceira maior cidade da America do Sul e a metrópole do centro-sul do Brasil, região famosa pela produção de café. Uma boa quantidade de belas casas é de propriedade de ricos fazendeiros. É uma cidade das mais atraentes com suntuosos edifícios públicos e magníficos parques, onde crescem, lado a lado, plantas de diversas regiões”


Estrada de Ferro São Paulo-Santos. Na legenda temos: “A pequena estrada de ferro entre São Paulo e Santos não há que seis milhas de comprimento, mas ela escala uma rampa muito escarpada. São Paulo é um dos centros cafeeiros mais importantes do mundo e Santos lhe serve de porto. Navios chegam todos os dias para serem carregados. Esta pequena estrada de ferro é um dos mais ocupadas do país.”


Vista do Rio de Janeiro a partir do Monte Santa Teresa. Na legenda temos: “Nos vemos através das árvores o “Pão de açúcar” cone rochoso de mais de 1200 pés de altura que fica como uma sentinela na entrada do porto. A baia é tão grande que os primeiros exploradores pensavam se tratar de um estuário de um rio que eles denominaram Rio de Janeiro.”   


Pedra da Gávea. Na legenda temos: “O Rio de Janeiro é considerado por muita gente a cidade mais bela do mundo. Ela foi construída em vales rodeados de colinas acidentadas e curiosamente formadas, uma das mais majestosas é a pedra da Gávea que nos vemos aqui deste promontório coroado de palmeiras, entrecortado por uma lagoa azul, no subúrbio sudoeste.”


Plantação e Colheita de Café em São Paulo – Fazenda Guatapará. Na legenda temos: Em São Paulo, as plantações de café, ou fazendas, cobrem milhas e milhas sobre as colinas onduladas, esta que vemos, são de linhas de arbustos verdes, sobre um solo da cor de tijolo vermelho. A Fazenda Guatapará, que nos vemos aqui, contem cerca de dois milhões de pés de café, e 4.000 empregados e trabalhadores. Do fim de abril até junho, é a época da colheita; homens, mulheres, crianças, todo mundo participa da colheita dos grãos vermelhos. Na pequena foto acima temos colhedores de café no trabalho.”



Lavagem dos grãos de café para retirar o arilo.


Numa fazenda os secadores ocupam muitos acres.


Eles espalham os grãos no solo para que sequem ao sol.


Rua Paissandu no Rio de Janeiro. Na legenda temos: “Anteriormente, no Brasil, não existiam palmeiras reais, embora houvesse outras variedades nativas. Há um pouco mais de um século, vieram da Europa as sementes da palmeira real que foram plantadas no Jardim Botânico; as árvores nascidas destas sementes vivem ainda hoje, e são a elas que o Rio deve as palmeiras graciosas de suas ruas.”

Obs.: As palmeiras da Rua Paissandu, no bairro do Flamengo e Laranjeiras, no Rio de Janeiro foram plantadas em 1865 a pedido do Imperador D. Pedro II a fim de criar uma entrada monumental para o Palácio Guanabara (residência da Princesa Isabel).


Porto dos grandes navios no Rio de Janeiro. Na legenda temos: “Não é fácil de acreditar, mas é um fato: os comandantes dos navios e os viajantes, anteriormente, evitavam sistematicamente o Rio de Janeiro. A malária era endêmica e havia terríveis epidemias de febre amarela. Em 1903 e 1904, a cidade foi saneada e reconstruída em grande parte. Conjuntos de casas inteiras foram demolidos para dar lugar à Avenida Rio Branco e para a construção do novo porto. Gruas elétricas foram instaladas para manobrar as cargas. Ao longo do porto foram construídos magníficos prédios de apartamento de arquitetura moderna.”   


O Palácio Monroe é o capitólio do Brasil. Na legenda temos: “O Senado do Brasil tem a sede em um grande edifício branco que foi construído como pavilhão do Brasil para a Exposição de Saint-Louis em 1904. Após a exposição, o palácio foi desmontado para ser transportado para o Rio de Janeiro e depois, reedificado no local onde a Avenida Rio Branco encontra a Avenida Beira Mar, na borda da baia.”

Obs.: O Palácio construído para a Exposição de Saint-Louis, depois de desmontado, não foi transportado inteiramente para o Rio de Janeiro, sendo que seguiu por navio apenas a estrutura metálica, a custo de grandes despesas e dificuldades.


 Uma avenida única em seu gênero. Na legenda temos: “Aqui esta a Avenida Rio Branco que remonta ao Palácio Monroe no Rio de Janeiro. Cada rua é calçada de pedras brancas e pretas de um desenho diferente. As ruas são muito bem cuidadas. A par do Palácio Monroe, outros edifícios, como a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes se situam nesta avenida.”

Obs.: Esta foto se encontra no volume de 1955.



Avenida Rio Branco. “Aqui vemos a mais bela rua do Rio de Janeiro, com os jardins muito bem cuidados e algumas de suas belas árvores. As calçadas de mosaicos são de diferentes modelos a cada quadra. Existem numerosos edifícios famosos nesta avenida.”



 A antiga capital do Brasil. “A ruas da Bahia são ricas em cores e pitorescas como as de Portugal. Pequenas mulas escalam penosamente as ruas abruptas e sinuosas, que conduzem a cidade baixa à cidade alta. Aqui temos em primeiro plano o setor comercial e mais ao fundo o porto.


Teatro Amazonas. “A célebre Ópera de Manaus. A cidade de Manaus possui belos edifícios. Aqui podemos ver a charmosa ópera, no momento desocupada. Como a Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro, o calçamento é feito de magníficos mosaicos dispostos em desenhos complicados. A cidade de Manaus é o centro produtor de  borracha mais importante da América do Sul.”


Cais no Rio Negro. “Em Manaus sobre o Rio Negro é necessário que o cais seja flutuante. Este grande cais em forma de T foi construído sobre flutuadores de modo que possa subir e descer conforme o nível da água do rio, que durante a época de chuvas pode se elevar a trinta ou mesmo cinqüenta pés. Gigantescas dobradiças ligam o cais a terra.”


Prefeitura de Santos. “A prefeitura de Santos é o edifício dominante no centro comercial. É o maior porto de exportação de café do mundo, Santos é também o principal porto de São Paulo, o Estado mais rico do Brasil.”

Esta foto se encontra no volume de 1955.


Ponte ligando Cachoeira e São Félix na Bahia. “Esta ponte de duzentos pés sobre o rio Paraguaçu serve a ferrovia e para a circulação de carros entre as cidades de Cachoeira e São Félix na Bahia. Neste ponto o rio é suficientemente profundo para permitir a navegação que escoam a produção de tabaco em direção a costa. Cachoeira é a maior destas duas cidades e que envia também açúcar para exportação.”   

Obs.: Esta foto se encontra no volume de 1955.


Ouro Preto. “Uma cidade nas montanhas de Minas Gerais. Em torno de 1700, estas ruas íngremes viram um frenesi da corrida do ouro. Ouro Preto significa “Or noir” em português; a cidade se encontra em uma região rica em recursos minerais.”

Obs.: Esta foto se encontra no volume de 1955.

Estas fotos provêm da seguinte publicação: Pays e Nations. Amérique Latine. Tomo VII. Montréal: La Société Grolier Quebec Limitée (The Grolier Society Inc.USA)., 1951, P.169-192.

Obs.: A sociedade Grolier responsável por esta edição era uma das maiores editoras americanas de enciclopédias. 


[1] Pays e Nations. Amérique Latine. TomoVII. Montréal: La Société Grolier Quebec Limitée (The Grolier Society Inc.USA)., 1951, P.169-192.

Tradução, adaptação e comentários – Marcio R. Sandoval

© 2013 Marcio R. Sandoval 


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O MEIO CIRCULANTE NA MUDANÇA DA UNIDADE MONETÁRIA

O Meio Circulante na Mudança da Unidade Monetária
(do Mil-réis para o Cruzeiro em 1942)

                                                        
                                                     © 1999 Marcio Rovere Sandoval


Fig. 1 – Detalhe do reverso do bilhete de 200$000 réis (1923- 1955), do Banco do Brasil “Vista do Pão de Açucar” no Rio de Janeiro.
  
                        Com a instituição do Cruzeiro como unidade monetária nacional através do Decreto-lei nº 4.791 de 5 de outubro de 1942, o antigo numerário permaneceu em circulação por mais de uma década convivendo com as cédulas do novo padrão. Este assunto é freqüentemente motivo de discussões entre os numismatas. Afinal, quais e quantos eram os tipos de cédulas em circulação do antigo padrão, o Mil-réis, na ocasião do advento da nova unidade monetária, o Cruzeiro, em 1942?
                        Em pesquisa sobre a matéria encontramos subsídios no excelente livro de F. dos Santos Trigueiros, Dinheiro no Brasil, editada pela primeira vez em 1966, em comemoração ao primeiro aniversário do então Banco Central da República do Brasil (atual Banco Central do Brasil), vejamos os seus apontamentos:

“Quando a nova unidade surgiu, tínhamos em circulação cinqüenta e seis tipos de notas, sendo 35 do Tesouro Nacional, 14 do Banco do Brasil e 7 da extinta Caixa de Estabilização. A quantidade de cédulas atingia o número de 103.796.780 unidades, representando os valores seguintes:
4.941.583.910$000 em notas do Tesouro Nacional
     12.430.280$000 em notas da Caixa de Estabilização
   231.117.320$000 em notas do Banco do Brasil” (in, Dinheiro no Brasil, F. dos Santos Trigueiros, Ed. Reper, 1966, p. 131)

                        Através destes dados recorremos a catálogos e outras publicações para verificarmos quais os tipos de cédulas estavam em circulação naquela época e que continuaram por algum tempo convivendo com as cédulas do novo padrão monetário.
                        As 35 cédulas do Tesouro Nacional, as 7 cédulas da antiga Caixa de Estabilização e as 14 cédulas do Banco do Brasil mencionadas por Trigueiros são respectivamente:

Tesouro Nacional  (cédulas por ordem de emissão e de  valor)

 1.                     20$000 réis (1911 - 1950) - 13ª estampa - ABNCo. (R116; P.45) [1]
  3.                       5$000 réis (1913 - 1950) - 14ª estampa - ABNCo.(R095; P.24)
  4.                     50$000 réis (1915 - 1950) - 13ª estampa - CPM (R126; P.55)
  5.                     50$000 réis (1916 - 1950) - 14ª estampa - ABNCo. (R127;P.56)
  6.                   200$000 réis (1916 - 1950) - 13ª estampa - CPM (R149; P.78)
  7.                       1$000 réis (1918 - 1950) -   9ª estampa – ABNCo. (R076; P.5)
  8.                       2$000 réis (1918 - 1950) - 11ª estampa - ABNCo. (R084; P.13)
  9.                     10$000 réis (1918 - 1950) - 14ª estampa - ABNCO. (R107;P.36)
12.                       1$000 réis (1919 - 1950) - 10ª estampa – ABNCo.(R077; P.6)
13.                       2$000 réis (1919 - 1950) - 12ª estampa - ABNCo.(R085; P.14)
14.                    20$000 réis (1919 - 1950) - 14ª estampa - ABNCo. (R117;P.46)
16.                       1$000 réis (1920 - 1950) - 11ª estampa - CMB (R78; P.7)
17.                       2$000 réis (1920 - 1950) - 13ª estampa - CMB (R086; P.15)
18.                       1$000 réis (1921 - 1950) - 12ª estampa - CMB (R079; P.8)
19.                       2$000 réis (1921 - 1950) - 14ª estampa - CMB (R087; P.16)
20.                1:000$000 réis (1921 - 1950) -   1ª estampa - CMB (R164; P.93)
21.                       1$000 réis (1923 - 1950) - 13ª estampa - CMB (R080; P.9)
22.                       2$000 réis (1923 - 1950) - 15ª estampa - CMB (R088; P.17)
23.                     50$000 réis (1923 - 1949) - 15ª estampa - CMB (R128; P.57)
24.                       5$000 réis  (1924 - 1955) - 19ª estampa - ABNCo.(R100; P.29)
25.                     10$000 réis (1924 - 1949) - 16ª estampa - CMB (R109; P.38)
33.                    50$000 réis (1936 - 1952) - 17ª estampa - W&S  (R130;P.59)
34.                   100$000 réis (1936 - 1952) - 17ª estampa - W&S (R142; P.71)
35.                   200$000 réis (1936 - 1952) - 17ª estampa - W&S (R130; P.59)

(Clique para ver as imagens)


[1] Após a indicação do valor temos: o período de circulação, a estampa seguida das iniciais das empresas impressoras (ABNCo. - American Bank Note Company; CMB - Casa da Moeda do Brasil; CPM - Cartiere P. Milani e W&S - Walterlow & Sons limited), o número da cédula atribuído pelos catálogos brasileiros e internacional (não foram indicadas as variações nas estampas). 



Fig. 2 – Anverso da cédula de 500$000 réis (1911-1949) do Tesouro Nacional, da 10ª Estampa, impressas pela ABNCo.
              





Fig. 3 – Anverso da cédula de 500$000 réis (1925-1950) do Tesouro Nacional da 14ª Estampa - ABNCo.

Caixa de Estabilização

1.                       10$000 réis (1927 - 1951) - 1ª estampa - ABNCo. (R184; P.103)
2.                       20$000 réis (1927 - 1951) - 1ª estampa - ABNCo. (R185; P.104)
3.                       50$000 réis (1927 - 1951) - 1ª estampa - ABNCo. (R86; P.105)
4.                     100$000 réis (1927 - 1951) - 1ª estampa -ABNCo. (R187; P.106)
5.                     200$000 réis (1927 - 1951) - 1ª estampa -ABNCo. (R188; P.107)


Banco do Brasil

 1.                         1$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R193,P.110B)
 2.                         2$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R194;P.111)
 3.                         5$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R195; P.112)
 4.                       10$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R196; P.114)
 5.                      20$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R197;P.116)
 6.                       50$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa - ABNCo. (R198; P.118)
 7.                     100$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa -ABNCo. (R199; P.120)
 8.                     200$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa -ABNCo. (R200; P.121)
 9.                     500$000 réis (1923 - 1955) - 1ª estampa -ABNCo. (R201; P.122)
11                        5$000 réis (1930 - 1955) - 2ª estampa- ABNCo. (R203; P.113 )


                        Além dos 56 tipos de notas mencionadas por Trigueiros temos ainda as cédulas da Caixa de Estabilização, aproveitas do Tesouro Nacional, com superimpressão onde se lê: “A CAIXA DE ESTABILIZAÇÃO pagará ao portador, à vista, no Rio de Janeiro, em ouro, conforme a Lei nº 5108, de 18 de dezembro de 1926, a quantia de (...) VALOR RECEBIDO EM OURO”.
                        Estas cédulas foram desmonetizadas apenas em 1951, juntamente com as cédulas próprias da Caixa de Estabilização acima mencionadas e provavelmente não foram incluídas nas 56 estampas mencionadas por Trigueiros por terem sido aproveitadas das cédulas do Tesouro Nacional, sendo da mesma estampa daquelas.
                        A Caixa de Estabilização não logrou êxito e em 1930 encerrou suas atividades, sendo que o Banco do Brasil ficou responsável pelo recolhimento das cédulas que foram trocadas com ágio até 1951, portanto, ainda em curso na época da reforma do padrão monetário, em 1942.


Fig.4 – Anverso da cédula de 50$000 réis (192 -1951)da Caixa de Estabilização, da 1ª Estampa - ABNCo.



Fig. 5 – Anverso da cédula de 1.000$000 réis (1923-1955) do Banco do Brasil, da 1ª Estampa – ABNCo.


                        Apesar da opinião abalizada de Trigueiros acreditamos que estas cédulas podem ser somadas aos 56 tipos existente, seriam, assim, 62 tipos, eis que apesar de serem da mesma estampa das do Tesouro Nacional e apresentarem os mesmos valores, foram emitidas por órgãos diversos e apresentam superimpressão, que as tornam tipos diferentes. Tanto isto é verdade que apresentam numeração diferenciada nos catálogos de cédulas, vejamos:

Caixa de Estabilização  (com superimpressão)


1.                       10$000 (1926 - 1951) - 17ª estampa - ABNCo. (R178; P.109A)
2.                       20$000 (1926 - 1951) - 16ª estampa - ABNCo. (R179; P.109B)
3.                       50$000 (1926 - 1951) - 16ª estampa - ABNCo. (R180; P.109C)
4.                     100$000 (1926 - 1951) - 16ª estampa – ABNCo. (R181; P.109D)
5.                     200$000 (1926 - 1951) - 16ª estampa - ABNCo. (R182; P.109E)
6.                     500$000 (1926 - 1951) - 14ª estampa - ABNCo. (R183; P.109F)


Fig. 6 – Anverso da cédula de 20$000 réis (1926-1951) da 16ª Estampa – ABNCo, com superimpressão da Caixa de Estabilização.


                        Assim, com o advento do Cruzeiro em 1942, o nosso meio circulante era composto de 62 tipos de cédulas e a partir do mesmo ano foram incluídas ainda as cédulas com superimpressão aproveitadas do Tesouro Nacional (hoje de grande interesse numismático) e a partir de 1943 as cédulas do novo padrão, que serão objetivo de outras anotações.


                        As cédulas do padrão mil réis perderam totalmente o valor apenas em 6 de setembro de 1955, convivendo um bom tempo com as cédulas do novo padrão e sendo com elas compatíveis, eis que, passaram a valer na razão de 1$000 para Cr$ 1,00.


Referências Bibliográficas

- Catálogo do papel-moeda do Brasil 1771-1986, emissões oficiais, bancárias e regionais. Violo Idolo Lissa, Brasília, Editora Gráfica Brasiliense, 3ª edição, 1987.
- Catálogo Vieira – Cédulas Brasileiras. Numismática Vieira, Rio de Janeiro, 1ª edição, 1991.
- Cédulas do Brasil 1833 a 1997. Claudio Patrick Amato, Irlei Soares das Neves, Julio Ernesto Schütz, 1ª edição, 1997.
- Cédulas do Brasil 1833 a 2011. Claudio Patrick Amato, Irlei Soares das Neves, Julio Ernesto Schütz, 5ª edição, 2011.
- Cédulas Brasileiras da República, emissões do Tesouro Nacional. Banco do Brasil S.A, Museu e Arquivo Histórico, Rio de Janeiro, 1965.
- Dinheiro no Brasil. F. dos Santos Trigueiros, Ed. Reper, 1966.
- Iconografia do Meio Circulante, Banco Central do Brasil. 1972.
- Os Bancos Centrais. Augusto F.R. Magalhães, Rio de Janeiro, A Casa do Livro, 1971.


Autor: Marcio R. Sandoval
E-mail: sterlingnumismatic@hotmail.com
Blog: http://sterlingnumismatic.blogspot.ca

Publicado no Boletim da Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina (AFSC) n° 46, de setembro de 1999, p.17-22.

© 1999 Marcio R. Sandoval