sábado, 6 de setembro de 2008

NUMISMÁTICA - JULIUS MEILI - I


JULIUS MEILI (1839-1907)
Natural de Hettlingen ou de Hinwill ambas situadas próximas da cidade industrial de Winterthur, no Cantão suíço de Zurique. São de 1869 os primeiros registros de sua presença no Brasil (Anais da Colônia Suíça da Bahia). Foi sócio da empresa Cramer-Frey & Cia, de Zurique, Bahia e Rio de Janeiro. Foi nomeado Cônsul da Suíça (na Bahia) em 28 de julho de 1875, com carta patente assinada por D. Pedro II. Deixou o Brasil em 1892, era sócio correspondente do IHGB - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. De retorno à Suíça casou-se com Katharina Anna Mathilde Schiffmann, que faleceu em Genebra em 1940. Julius Meili faleceu em 17 de agosto de 1907 em Zurique, aos 68 anos de idade. Ele foi um dos maiores estudiosos da numismática brasileira, foi, inclusive, cognominado “Pai da Numismática Brasileira”. Reuniu durante os anos que passou no Brasil uma espetacular coleção de moedas, de cédulas e de medalhas, tanto brasileiras como portuguesas. Não se contentou em colecionar, escreveu livros e matérias notáveis que ainda hoje se constituem numa das principais fontes de referência para a numismática brasileira. Sua coleção foi deixada para o Schweizerisches Landesmuseum de Zurique que por falta de interesse na época (coleção alheia aos objetivos do museu) colocou a coleção a disposição, sendo vendida em leilão pela primeira vez em Amsterdã, pela empresa de J. Shulman em 23 de maio de 1910. Depois deste primeiro leilão houveram outros, mas ao que parece nem todo o acervo se dispersou, sendo que muitas das peças, como por exemplo, as cédulas, encontram-se hoje no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil e uma boa parte das moedas no Museu Histórico Nacional, ambos no Rio de Janeiro.
Fizemos alguns apontamentos sobre a obra de Julius Meili, veja a relação dos seus principais trabalhos.


Marcio R. Sandoval (sterlingnumismatic@hotmail.com)